{"id":504,"date":"2020-08-21T01:07:00","date_gmt":"2020-08-21T04:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/?p=504"},"modified":"2022-01-11T21:18:08","modified_gmt":"2022-01-11T23:18:08","slug":"a-confissao-e-crucial-e-o-contexto-e-importante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/2020\/08\/21\/a-confissao-e-crucial-e-o-contexto-e-importante\/","title":{"rendered":"A confiss\u00e3o \u00e9 crucial e o contexto \u00e9 importante"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Artigo_IL-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-506\" width=\"768\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Artigo_IL-1024x576.png 1024w, https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Artigo_IL-300x169.png 300w, https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Artigo_IL-768x432.png 768w, https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Artigo_IL-1536x864.png 1536w, https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Artigo_IL.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Neste artigo apresentando na&nbsp;<strong>7\u00ba Confer\u00eancia Mundial de Semin\u00e1rios do Conselho Luterano Internacional (ILC)<\/strong>, que ocorreu na cidade de Baguio, Filipinas, nos dias&nbsp;<strong>15 a 18 de outubro de 2019,&nbsp;<\/strong>Dr.&nbsp;Kl\u00e4n aborda dois temas em seu artigo, que por vezes s\u00e3o colocados como antag\u00f4nicos, mas que ele entende deverem caminhar juntos. Por um lado, nestes tempos dif\u00edceis que vivemos, em que o an\u00fancio da Palavra de Deus \u00e9 muitas vezes dilu\u00eddo em mensagem de origem humana, Kl\u00e4n argumenta pela fiel proclama\u00e7\u00e3o da verdade b\u00edblica, tendo os Credos Ecum\u00eanicos e as Confiss\u00f5es Luteranas como testemunhos fi\u00e9is do evangelho. Por outro lado, o contexto em que a igreja est\u00e1 n\u00e3o pode ser subestimado. A fidelidade no an\u00fancio do evangelho inclui um olhar atento para o local onde Deus colocou seu povo, com as peculiaridades do tempo e do espa\u00e7o. Kl\u00e4n conclui com um chamamento a que luteranos confessionais valorizem sua unidade de f\u00e9 e avancem na busca de um testemunho comum no mundo atual, em cujo prop\u00f3sito a ILC deveria ter um papel fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>A CONFISS\u00c3O \u00c9 CRUCIAL&nbsp;<\/strong>E O CONTEXTO \u00c9 IMPORTANTE<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Dr. Werner Kl\u00e4n<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:15px\">UM ESBO\u00c7O<\/h1>\n\n\n\n<p>Para Lutero \u00e9 de import\u00e2ncia central levar a s\u00e9rio a exist\u00eancia da igreja, ou do \u201ccristianismo\u201d, como ele prefere dizer,<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;e a prioridade da comunidade dos fi\u00e9is sobre a sua pr\u00f3pria cren\u00e7a. Este compromisso com a igreja impede que a pessoa se identifique como um indiv\u00edduo atomizado com a sua pr\u00f3pria cren\u00e7a e piedade privadas e a leva a ver-se dentro de uma comunidade de f\u00e9, que \u00e9 sempre anterior a si mesmo e da qual Deus Esp\u00edrito Santo se serve para a realiza\u00e7\u00e3o da sua obra.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Esta abordagem inclui tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o ecum\u00eanica \u2013 usando o termo \u201cecum\u00eanico\u201d no melhor sentido: se voc\u00ea olhar para a primeira p\u00e1gina da primeira parte do&nbsp;<em>Livro de Conc\u00f3rdia<\/em>, voc\u00ea encontrar\u00e1 a rubrica \u201cTria Symbola catholica sive oecumenica\u201d (Os Tr\u00eas Credos Ecum\u00eanicos).<sup>5<\/sup>&nbsp; Os luteranos realmente se entendem como sendo ao mesmo tempo evang\u00e9licos, cat\u00f3licos, ortodoxos e ecum\u00eanicos no melhor sentido da palavra e professando uma igreja que durar\u00e1 para sempre. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 ensinado que em todos os tempos deve haver e permanecer uma santa igreja crist\u00e3.\u201d<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Traduzir, por\u00e9m, \u00e9 inevit\u00e1vel para qualquer esfor\u00e7o teol\u00f3gico: a tradu\u00e7\u00e3o \u2013 lingu\u00edstica, cultural, contextual, hist\u00f3rica, ecum\u00eanica, para n\u00e3o mencionar o nosso trabalho di\u00e1rio como professores e pregadores \u2013 \u00e9 a nossa tarefa. Contudo, o cristianismo tem e continua a ter a obriga\u00e7\u00e3o de ser cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pr\u00f3pria contemporaneidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As Confiss\u00f5es Luteranas, portanto, podem ser e pretendem ser uma diretriz para a compreens\u00e3o do que \u00e9 a f\u00e9 crist\u00e3, do que \u00e9 a vida crist\u00e3, e, com isso, se quer dizer como podemos existir e conduzir nossas vidas aos olhos de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se exige de n\u00f3s, ent\u00e3o, \u00e9 uma resposta teol\u00f3gica aos desafios que n\u00f3s, como igrejas confessionais luteranas, pastores e estudiosos estamos enfrentando em nosso tempo e \u00e0s situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e condi\u00e7\u00f5es de vida em nossos v\u00e1rios pa\u00edses, continentes e climas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">IDENTIDADE CONFESSIONAL<\/h1>\n\n\n\n<p>A identidade luterana n\u00e3o \u00e9, antes de tudo, uma identidade especial; ela reivindica a catolicidade. Como na Reforma, renovar a igreja significa permanecer fiel \u00e0 \u00fanica, santa, igreja cat\u00f3lica.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>&nbsp;Por essa raz\u00e3o, a renova\u00e7\u00e3o da igreja na Reforma e depois dela tem sido repetidamente acompanhada pelo recurso \u00e0s Escrituras, como origem e documento b\u00e1sico da f\u00e9. Pois o evangelho, cuja redescoberta e preserva\u00e7\u00e3o foram as principais preocupa\u00e7\u00f5es da Reforma, \u00e9 de fato o mesmo evangelho do qual os ap\u00f3stolos e os profetas d\u00e3o testemunho nas Sagradas Escrituras, e n\u00e3o pode ser outro evangelho (Gl 1.7).<\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia e a unidade da igreja dependem de uma e a mesma coisa: do evangelho na forma do an\u00fancio da Palavra, de acordo com a Escritura, e dos sacramentos administrados em conformidade com a sua institui\u00e7\u00e3o. Aqui consiste a identidade da igreja luterana.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Hermann Sasse, a igreja luterana \u00e9 \u201ca igreja confessional por excel\u00eancia\u201d. E, de fato, o h\u00e1bito confessional \u00e9 significativo para o perfil da f\u00e9, teologia e igreja luteranas, e, portanto, uma marca inconfund\u00edvel da identidade luterana. No entanto, desde o in\u00edcio, a f\u00e9 b\u00edblica tem se esfor\u00e7ado em responder \u00e0 Palavra de Deus, louvando-o. A f\u00e9 crist\u00e3 sempre incluiu prestar contas pelo seu conte\u00fado, tanto a Deus como \u00e0 humanidade. Desde os primeiros tempos do cristianismo, os crentes estavam ansiosos para expressar a sua f\u00e9 em un\u00edssono.<\/p>\n\n\n\n<p>A igreja luterana, por\u00e9m, de uma maneira especial, \u00e9 caracterizada como sendo \u201cconfessional\u201d. Isso se deve ao fato de que \u201cconfiss\u00e3o\u201d, no uso luterano do termo, significa uma rea\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel \u00e0 a\u00e7\u00e3o criadora da f\u00e9 por parte de Deus atrav\u00e9s de sua Palavra, expressando n\u00e3o apenas as convic\u00e7\u00f5es \u201cprivadas\u201d de uma pessoa sobre assuntos religiosos, mas formulando um acordo sobre a caracter\u00edstica obrigat\u00f3ria da f\u00e9 crist\u00e3, revelando a conformidade da cren\u00e7a de uma pessoa com as Escrituras e, portanto, com a doutrina da igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as Confiss\u00f5es concentram-se no centro da Escritura, ou seja, no evangelho, do qual Jesus Cristo \u00e9 a quintess\u00eancia e a realidade viva. Estes documentos n\u00e3o pretendem ser nada mais do que uma apresenta\u00e7\u00e3o da verdade b\u00edblica, concentrada no evangelho \u2013 da\u00ed o evangelho n\u00e3o ser entendido como uma coloca\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00f5es corretas, mas sim entendido como um evento no qual Deus se comunica a si mesmo, no qual Deus se comunica ao homem e, de fato, salvificamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade, por\u00e9m, que a confiss\u00e3o de f\u00e9, sobretudo a confiss\u00e3o doutrinal (luterana), \u00e9 uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Escrituras e, ao mesmo tempo, focalizana Escritura a partir de dentro da pr\u00f3pria Escritura. Este movimento tem, de fato, uma estrutura inevitavelmente autorreferencial. Portanto, \u00e9 correto falar de um \u201cc\u00edrculo hermen\u00eautico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Assim, as confiss\u00f5es de f\u00e9 luteranas n\u00e3o s\u00e3o simplesmente \u201cinstru\u00e7\u00f5es sobre\u201d o evangelho, proposi\u00e7\u00f5es e teoria, nem s\u00e3o simplesmente uma \u201cintrodu\u00e7\u00e3o\u201d ao evangelho, mas uma diretriz para fazer aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do evangelho a fim de enfrentar certas situa\u00e7\u00f5es existenciais, especialmente a do ser humano como pecador diante de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Confessar, neste entendimento, \u00e9 um ato de f\u00e9 (crist\u00e3), que \u00e9 criado pela pr\u00f3pria Palavra de Deus, com a qual a f\u00e9 est\u00e1 relacionada (KOLB, 1991, p.22ss). No seu sentido essencialmente evang\u00e9lico, a Palavra de Deus \u00e9 a sua promessa<\/p>\n\n\n\n<p>2004) an ihre Kirchen, ibid. 28f.; for the northern American context cf. Samuel H. Nafzger: The Lutheran Understanding of Church Fellowship and its Practice with Ecclesiastical Accountability: A Missouri Synod Perspective, ibid., 61-89; Robert Rosin: The Lutheran Church \u2013 Missouri Synod and Europe, ibid., 112-115.<\/p>\n\n\n\n<p>de salva\u00e7\u00e3o que chama \u00e0 f\u00e9, e ao faz\u00ea-lo, transmite a f\u00e9 que \u00e9 capaz de aceitar a promessa de Deus. Lutero, de fato, indica o que ele chama de \u201ccorrela\u00e7\u00e3o de promessa e f\u00e9\u201d (<em>promissio ac fides sunt correlativa<\/em>). Como o evangelho reconta e transmite a a\u00e7\u00e3o de Deus ao crente, confessar o evangelho \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o \u201cnatural\u201d da f\u00e9 \u2013 sendo a pr\u00f3pria f\u00e9 um dom de Deus (KOLB, 1991, p.21). A f\u00e9, portanto, n\u00e3o pode deixar de se expressar em termos de confiss\u00e3o. Por outro lado, essa confiss\u00e3o \u00e9 \u201cdependente\u201d e \u201ciniciada pela&#8230; Palavra de Deus\u201d (KOLB, 1991, p.17). No entanto, ela \u00e9 sempre contempor\u00e2nea e contextual.<\/p>\n\n\n\n<p>Na confiss\u00e3o de Lutero de 1528, a dimens\u00e3o contempor\u00e2nea e, ao mesmo tempo, escatol\u00f3gica do seu conceito de confiss\u00e3o torna-se percept\u00edvel. Muito al\u00e9m de ser apenas um ato pessoal de um \u00fanico indiv\u00edduo, este tipo de testamento foi concebido por Lutero como um testemunho pessoal e, ao mesmo tempo, uma verdadeira express\u00e3o da f\u00e9 que todo o cristianismo compartilha: \u201cEsta \u00e9 a minha f\u00e9, pois assim creem todos os verdadeiros crist\u00e3os e assim nos ensinam as Sagradas Escrituras\u201d. Assim, um testemunho pessoal de f\u00e9 n\u00e3o pode ser, por defini\u00e7\u00e3o, diferente daquilo no que a una santa igreja cat\u00f3lica tem crido e confessado desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos documentos confessionais da igreja luterana que observam o padr\u00e3o de Lutero, como a Confiss\u00e3o de Augsburgo, de 1530, \u00e9 portanto de grande import\u00e2ncia chegar a um entendimento, ou estabelecer um \u201cconsenso\u201d, sobre o que de fato \u00e9 este evangelho: \u201cBasta para a verdadeira unidade da igreja crist\u00e3 [singular, cf. o texto latino:&nbsp;<em>ad veram unitatem ecclesiae<\/em>] que o evangelho seja pregado harmoniosamente segundo um entendimento puro e que os sacramentos sejam administrados em conformidade com a Palavra divina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A identidade luterana \u00e9 posta em pr\u00e1tica, portanto, demonstrando conformidade com os fundamentos em todas as \u00e1reas de atividade \u2013 em cada serm\u00e3o, na educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, na forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o eclesial. \u00c9, portanto, tamb\u00e9m necess\u00e1ria. Assim, as confiss\u00f5es de f\u00e9 circunscrevem e definem uma esfera, um quadro, no qual \u00e9 poss\u00edvel a proclama\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, podemos observar que os autores das Confiss\u00f5es luteranas sempre vislumbram a dimens\u00e3o pastoral da identidade luterana \u2013 particularmente, sempre que se faz refer\u00eancia ao evangelho, cuja encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 Jesus Cristo em pessoa. A quest\u00e3o que sempre foi colocada \u00e9 esta: Qual \u00e9 a relev\u00e2ncia pastoral das quest\u00f5es controversas e das min\u00facias teol\u00f3gicas em discuss\u00e3o? Que solu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da sua conformidade b\u00edblica, \u00e9 apropriada, \u00fatil e reconfortante? O que \u00e9 que est\u00e1 em jogo se n\u00e3o olharmos atentamente para este assunto em particular, se negligenciamos a formula\u00e7\u00e3o precisa? Como regra, as decis\u00f5es ent\u00e3o tomadas foram rejei\u00e7\u00f5es de posi\u00e7\u00f5es extremas, tanto na \u201cesquerda\u201d como na \u201cdireita\u201d. Essas posi\u00e7\u00f5es extremas foram rejeitadas porque eram vistas como representando um s\u00e9rio perigo para a certeza da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa medida, os textos confessionais constituem uma orienta\u00e7\u00e3o para o cuidado pastoral: \u201cA confiss\u00e3o doutrinal conduz e orienta a interpreta\u00e7\u00e3o e o an\u00fancio das Escrituras \u2013 e isso num contexto pastoral particular\u201d (SLENCZKA, 2003, p.9-34). Para n\u00f3s, como igrejas confessionais luteranas da ILC, \u00e9, portanto, ao mesmo tempo, significativo e \u00fatil, sobretudo no sentido de verificar a nossa identidade, voltar tamb\u00e9m a textos que t\u00eam v\u00e1rias centenas de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que, em todas as dimens\u00f5es do trabalho da igreja, aqueles que tomam decis\u00f5es, pelo menos aqueles comissionados pela igreja, devem continuar a refletir e aplicar ao nosso tempo a Palavra de Deus, \u00e0 qual as Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento d\u00e3o testemunho fundamental, exemplar e inviol\u00e1vel. Deste modo, a vida e a obra da igreja realizam-se a partir da interpreta\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o das Escrituras e da confiss\u00e3o de f\u00e9. Por essa raz\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio em todos os n\u00edveis do trabalho eclesial continuar a dar um novo olhar \u00e0 confiss\u00e3o de f\u00e9, que est\u00e1 vinculada \u00e0 Sagrada Escritura, que \u00e9 a Palavra de Deus documentada e, portanto, normatiza a igreja na doutrina, na liturgia, na autoexpress\u00e3o e no governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como as respostas que podem ser encontradas na forma condensada dos documentos confessionais do s\u00e9culo XVI t\u00eam (podem ter) um alto grau de plausibilidade mesmo para os contempor\u00e2neos de hoje, elas oferecem no m\u00ednimo uma orienta\u00e7\u00e3o para comunicar a f\u00e9 tamb\u00e9m hoje \u2013 a f\u00e9 crist\u00e3 no seu significado para os nossos contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">SOBRE O(S)CONTEXTO(S)<\/h1>\n\n\n\n<p>\u201cTudo existe em uma estrutura de refer\u00eancia e \u00e9 visto e compreendido em um contexto\u201d(ROSIN, 2018, p.229). Isso tamb\u00e9m se aplica \u00e0 Teologia e aos te\u00f3logos: \u201cH\u00e1 um contexto atual para o pensador\/te\u00f3logo, e h\u00e1 circunst\u00e2ncias que rodeiam os leitores\/ouvintes. E entre eles [&#8230;] est\u00e1 um texto que vem com um contexto\u201d (ROSIN, 2018, p.221). Nenhum de n\u00f3s tem acesso direto e imediato a fatos, acontecimentos ou documentos do passado, ou a circunst\u00e2ncias e condi\u00e7\u00f5es de vida num pa\u00eds diferente, at\u00e9 mesmo dentro de \u00e1reas diferentes de um determinado pa\u00eds. \u00c9 por isso que, \u201cpara que haja entendimento, camadas da cultura devem ser descascadas, examinadas e reunidas \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas isso n\u00e3o \u00e9 desculpa para um esfor\u00e7o reduzido. O pior \u00e9 ser cego ao contexto, levando nossos pressupostos, perspectivas e valores para dentro do texto, e assim encontrando o que queremos\u201d (ROSIN, 2018, p.221). Portanto, por exemplo, na hist\u00f3ria, teremos que prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia entre o nosso tempo e a \u00e9poca que investigamos. Ou em miss\u00f5es, teremos que olhar muito bem para as diferen\u00e7as entre a nossa cultura, e a cultura a que o evangelho \u00e9 dirigido.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pais das Confiss\u00f5es Luteranas estavam deliberadamente conscientes do car\u00e1ter contempor\u00e2neo dos escritos confessionais no s\u00e9culo XVI, mas ao mesmo tempo profundamente convencidos de estarem confessando a verdade eterna da Palavra de Deus. \u00c9 not\u00e1vel, por\u00e9m, que quase todas as Confiss\u00f5es luteranas foram subscritas por pr\u00edncipes e outras autoridades \u201cdeste mundo\u201d. Eles estavam agindo em nome de seus territ\u00f3rios na defesa da f\u00e9 evang\u00e9lica e, ao mesmo tempo, justificando o processo de reforma em curso diante do papa e do imperador alem\u00e3o. Embora, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do seu tempo, os movimentos de reforma tenham acabado num sistema de igreja estatal que prevaleceu at\u00e9 ao fim da Primeira Guerra Mundial (pelo menos na Alemanha), as igrejas luteranas que sa\u00edram da Reforma, particularmente as aderentes ao&nbsp;<em>Livro de Conc\u00f3rdia<\/em>, podem ser identificadas como uma express\u00e3o de emancipa\u00e7\u00e3o dos poderes pol\u00edticos e eclesi\u00e1sticos que lutaram pelo dom\u00ednio da Europa ao longo da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pais e m\u00e3es das igrejas confessionais luteranas do s\u00e9culo XIX estabeleceram, por assim dizer, uma postura de vanguarda. Eles colocaram quest\u00f5es e encontraram respostas que, em sua refer\u00eancia fundamental e permanente \u00e0 Escritura, foram tamb\u00e9m contempor\u00e2neas e apropriadas. Desta forma, encontraram a aten\u00e7\u00e3o de seus contempor\u00e2neos; assim, um grupo de crist\u00e3os baseados na B\u00edblia, comprometidos com a igreja, se reuniu e tornou-se eficaz na sociedade, mesmo que apenas at\u00e9 certo ponto. Al\u00e9m disso, foram, pelo menos em mat\u00e9ria religiosa, pioneiros na luta pelos valores sociais da era moderna, como a liberdade de reuni\u00e3o, a liberdade de express\u00e3o e a liberdade de consci\u00eancia. Os fundadores das igrejas confessionais luteranas na Europa, Austr\u00e1lia, Am\u00e9rica e sul da \u00c1frica provaram ser contempor\u00e2neos ao movimento de emancipa\u00e7\u00e3o burguesa. Isso permanece verdadeiro mesmo se reconhecermos que os conte\u00fados teol\u00f3gicos, para os quais eles estavam preparados para trazer grandes sacrif\u00edcios, eram principalmente conservadores. No entanto, a reivindica\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia religiosa, eclesi\u00e1stica e teol\u00f3gica em termos de corpos eclesi\u00e1sticos confessionais \u00e9 parte integrante da nossa heran\u00e7a comum.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">PERTIN\u00caNCIA E TRANSFER\u00caNCIA<\/h1>\n\n\n\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel em qualquer esfor\u00e7o teol\u00f3gico: ela \u00e9 e continua a ser a nossa tarefa. Os dogmas trinit\u00e1rios e cristol\u00f3gicos como sendo modelados de Nic\u00e9ia (325) a Constantinopla (381) ou Calced\u00f4nia (451), por exemplo, s\u00e3o paradigmas l\u00facidos para tais processos de tradu\u00e7\u00e3o, e de forma bem sucedida. O \u1f41\u03bc\u03bf\u03bf\u03cd\u03c3\u03b9\u03bf\u03c2, sendo um termo n\u00e3o b\u00edblico, descreve adequadamente o que a Escritura diz e ensina sobre Jesus e sua rela\u00e7\u00e3o com o Pai (e, segundo S\u00e3o Bas\u00edlio, tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre o Pai e o Esp\u00edrito Santo). Os pais da igreja antiga realizavam in\u00fameros debates sobre como entender e definir o termo. Assim, ser\u00e1 essencial transferir o registro b\u00edblico para o horizonte alvo de uma maneira apropriada, compreens\u00edvel, convincente e demonstr\u00e1vel. Isso implica que tal processo n\u00e3o pode de forma alguma ser poupado de conflitos sobre a plausibilidade e \u201cexatid\u00e3o\u201d de uma determinada tradu\u00e7\u00e3o ou sugest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo\u00e9 preciso manter e afirmar que o esp\u00edrito e o conte\u00fado dos documentos teol\u00f3gicos de tempos passados se aplicam aos dias de hoje, particularmente os antigos credos crist\u00e3os e os documentos do s\u00e9culo XVI (KL\u00c4N, 2015, p.49-56). Al\u00e9m disso, o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 a transfer\u00eancia da importante heran\u00e7a da hist\u00f3ria do cristianismo e da heran\u00e7a da Reforma luterana em particular. Inevitavelmente, teremos que considerar as circunst\u00e2ncias, tempos, contextos, pessoas, rela\u00e7\u00f5es e tradi\u00e7\u00f5es, que foram depositadas nos textos dos reformadores luteranos. Pois uma compreens\u00e3o hist\u00f3rico-contextual dos textos e confiss\u00f5es do s\u00e9culo XVI \u00e9 crucial (KOLB, ARAND, WENGERT, 2012, p.281). Isso significa que teremos que entender a mensagem de Lutero dentro do contexto de seu pr\u00f3prio tempo. Nem o esfor\u00e7o de Lutero por uma nova formula\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3, nem a situa\u00e7\u00e3o do mundo real dos destinat\u00e1rios no s\u00e9culo XVI,nem a diferen\u00e7a entre a vis\u00e3o de mundo da era da Reforma e os nossos dias (KOLB, ARAND, WENGERT, 2012, XIV-XIX),<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>&nbsp;podem ser negligenciados.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntamente com Robert Kolb, afirmamos que a&nbsp;<em>theologiacrucis<\/em>&nbsp;de Lutero \u00e9 o \u201cconceito abrangente necess\u00e1rio para entender o seguinte: a revela\u00e7\u00e3o de Deus e a confian\u00e7a nela que se torna verdadeiramente poss\u00edvel na vida humana, a expia\u00e7\u00e3o com o pano de fundo da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, e a vida crist\u00e3\u201d.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;Para Lutero, s\u00f3 sob a cruz \u00e9 que se pode saber: 1) quem Deus realmente \u00e9, 2) como uma pessoa deve se comportar em rela\u00e7\u00e3o a Deus, 3) o que acontece \u00e0s pessoas sem Deus e o que Deus inflige em tal condi\u00e7\u00e3o humana, e 4) como \u00e9 a vida de um disc\u00edpulo que confia em Cristo no dia-a-dia (KOLB, 2010, p.20). Al\u00e9m disso, Kolb v\u00ea o conceito de Lutero de \u201cdois tipos de justi\u00e7a\u201d como a verdadeira descoberta principal da teologia luterana e, portanto, o real programa teol\u00f3gico da Reforma de Wittenberg (KL\u00c4N, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>O modo de pensar de Lutero inclui uma vis\u00e3o esclarecedora da condi\u00e7\u00e3o humana e est\u00e1 qualificado para responder \u00e0s perguntas de nossos contempor\u00e2neos: \u201cQuem sou eu?&nbsp; Por que estou neste mundo? O que faz a vida valer a pena? Como estabelecer limites apropriados para definir a minha vida? Como posso ser verdadeiramente livre?\u201d (KOLB, ARAND, 2008, p.222; KL\u00c4N, 2015).Uma tradu\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>theologia crucis&nbsp;<\/em>(KOLB, 1993, p.220-229) de Lutero soa assim: \u201cNum tempo de profunda d\u00favida sobre a exist\u00eancia e o amor de Deus, a cruz mostra-nos como Deus se revela no meio do mal que amea\u00e7a a nossa vida. Em Cristo, a cruz nos mostra quem \u00e9 Deus. Num tempo de profunda d\u00favida sobre a exist\u00eancia humana e o seu valor, a teologia da cruz define a vida do ponto de vista da presen\u00e7a de Deus e do seu amor \u00e0s suas criaturas. Em Cristo, a cruz revela a divindade de Deus e a nossa humanidade\u201d (KOLB, 2010a, p.34; KL\u00c4N, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez de lamentar de alguma forma como vergonhosa a singularidade da igreja luterana, na medida em que escreveu a sua compreens\u00e3o do evangelho e a sua pr\u00f3pria autocompreens\u00e3o num&nbsp;<em>Corpus Doctrinae<\/em>&nbsp;com a F\u00f3rmula da Conc\u00f3rdia e o&nbsp;<em>Livro de Conc\u00f3rdia<\/em>, devemos valorizar esta abordagem como uma contribui\u00e7\u00e3o para o trabalho ecum\u00eanico nos nossos dias. Isso porque o cristianismo no s\u00e9culo XXI ainda tem a ver com a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus e com a difus\u00e3o da mensagem de justifica\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo (KL\u00c4N, 2015). \u201c(Os confessores do s\u00e9culo XVI) puseram em jogo muita coisa, incluindo suas vidas, para trazer o evangelho de Jesus Cristo para sua igreja e sua sociedade. Nisto eles fornecem um modelo para a vida crist\u00e3 e testemunho tamb\u00e9m para o nosso tempo\u201d (ARAND, KOLB, NESTINGEN, 2012, viii). E exatamente por esta raz\u00e3o, a \u201cforma de pensar de Wittenberg\u201d \u00e9 frut\u00edfera para a igreja nos dias de hoje (KOLB, ARAND, 2008). Lutero praticamente se torna um interlocutor para os crist\u00e3os no s\u00e9culo XXI, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas (KOLB, ARAND, 2008). Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, tal abordagem \u00e9 uma forma de traduzir atrav\u00e9s da brecha hist\u00f3rica de s\u00e9culos e atrav\u00e9s de barreiras culturais (KOLB, 1995, p.13; KOLB, ARAND, 2008, p.19).<\/p>\n\n\n\n<p>Dois pressupostos aqui devem ser esclarecidos: o primeiro postula que Deus formou a exist\u00eancia humana com dois aspectos fundamentais, o segundo que Deus trabalha atrav\u00e9s de sua Palavra e, portanto, em muitos modos diferentes de aplica\u00e7\u00e3o. O pressuposto antropol\u00f3gico significa, em primeiro lugar, que o ser humano \u00e9 verdadeiramente humano, isto \u00e9, a cria\u00e7\u00e3o de Deus, s\u00f3 pela bondade e favor de Deus, e, em segundo lugar, que a humanidade demonstra a sua rela\u00e7\u00e3o com as outras criaturas por meio de atos de amor. O pressuposto teol\u00f3gico postula que a aplica\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus em suas formas oral, escrita e sacramental (KOLB, 2009, p.131-151; KOLB, ARAND, 2008, p.175-203), n\u00e3o s\u00f3 informa sobre a disposi\u00e7\u00e3o celestial de Deus, mas muito mais com base no Verbo encarnado de Deus, Jesus Cristo, ela realmente produz e concedeverdadeira vida nova (KOLB, ARAND, 2008, p.12).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, de fato, fazer uma ponte entre, por um lado, a abordagem de Lutero (e Melanchthon) \u00e0s quest\u00f5es do significado da humanidade e da autorrevela\u00e7\u00e3o de Deus e, por outro, uma abordagem semelhante no nosso tempo e para as nossas quest\u00f5es (KOLB, ARAND, 2008, p.20). O que \u201ca boa vida\u201d significa e pode ser \u00e9 constitu\u00eddo ainda hoje pela disponibilidade dos crist\u00e3os para entrar em cada dia com uma prontid\u00e3o para servir dentro das diferentes e at\u00e9 mesmo sobrepostas esta\u00e7\u00f5es da vida, que correspondem ao chamado atual de Deus para a minha situa\u00e7\u00e3o e o chamado de Deus para as minhas circunst\u00e2ncias atuais (KOLB, ARAND, 2008, p.20).Trata-se de uma vida respons\u00e1vel, comunit\u00e1ria e de servi\u00e7o \u00e0 comunidade, dentro de um mundo dado em conjunto por Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os crist\u00e3os se envolvem intensamente na sociedade nos modos de vida e pr\u00e1ticas culturais do seu contexto, por um lado, assim como, por outro lado, levam os seus valores para a vida e o mundo da sociedade (KOLB, 1993, p.272). A maneira e o tipo de intera\u00e7\u00e3o entre ambos s\u00e3o, naturalmente, altamente complexos e, portanto, igualmente complexa \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer tipo de avalia\u00e7\u00e3o de suas intera\u00e7\u00f5es (KOLB, 2008, p.6). No entanto, isso n\u00e3o pode ser jogado contra a observa\u00e7\u00e3o de que a nova maneira de Lutero afirmar as realidades fundamentais da vida humana tem funcionado e ainda est\u00e1 funcionando atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es e culturas (KL\u00c4N, 2015).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">CULTURA(S)<\/h1>\n\n\n\n<p>Para falar em cultura(s), come\u00e7amos com esta defini\u00e7\u00e3o: \u201cO termo refere-se ao conjunto org\u00e2nico e din\u00e2mico de atividades e rela\u00e7\u00f5es humanas que definem o significado e import\u00e2ncia da vida de um grupo espec\u00edfico de pessoas.\u201d [&#8230;] \u201cAs institui\u00e7\u00f5es dentro de uma cultura t\u00eam as suas pr\u00f3prias culturas.\u201d [\u2026] \u201cA igreja tamb\u00e9m sempre existiu como uma unidade cultural distinta dentro dos povos e terras, das sociedades e culturas, nas quais o Esp\u00edrito Santo a colocou\u201d (KOLB, 2010b, p.7).<\/p>\n\n\n\n<p>A igreja e seus membros funcionam como comunicadores da mensagem de Deus para todas as pessoas, n\u00e3o menos para aqueles que ainda n\u00e3o foram atingidos ou alcan\u00e7ados pela mensagem b\u00edblica. No entanto, eles s\u00e3o e continuar\u00e3o a ser os destinat\u00e1rios da salutar vontade de Deus. \u201cA comunica\u00e7\u00e3o de Deus aos que est\u00e3o fora da f\u00e9 se dirige a esses seres humanos como as criaturas que ele os modelou, com reivindica\u00e7\u00f5es intelig\u00edveis e ofertas compreens\u00edveis da bondade e miseric\u00f3rdia de Deus. [&#8230;] A maneira de pensar de Deus encontra a maneira humana de pensar dentro do quadro da sua ordem criada para a comunica\u00e7\u00e3o\u201d (KOLB, 2010b).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 des\u00edgnio de Deus alcan\u00e7ar os seres humanos que se afastaram dele, se esqueceram dele, e \u2013 falando da situa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas p\u00f3s-crist\u00e3s do mundo \u2013 at\u00e9 esqueceram que se esqueceram de Deus: \u201cAs verdades imut\u00e1veis da Escritura devem ser proclamadas a seres humanos espec\u00edficos em seus ambientes espec\u00edficos, na medida em que o evangelho aborda suas realidades e traz poder para mudar essas realidades atrav\u00e9s do perd\u00e3o e da promessa de nova vida em Cristo. A Palavra de Deus n\u00e3o s\u00f3 descreve a realidade, mas tamb\u00e9m a cria\u201d (KOLB, ARAND, 2008, p.13).<\/p>\n\n\n\n<p>No curso da hist\u00f3ria, particularmente no curso da propaga\u00e7\u00e3o das igrejas luteranas por toda a Alemanha, Europa e mundo, podemos ver que \u201cos luteranos afirmaram tanto a bondade de suas culturas, que vem da cria\u00e7\u00e3o, como, ao mesmo tempo, serviram como cr\u00edticos agu\u00e7ados ao que suas culturas fazem em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de Deus\u201d. Isso \u00e9 verdade sobretudo na hist\u00f3ria da miss\u00e3o luterana: \u201cAs igrejas mission\u00e1rias luteranas [&#8230;] muitas vezes viveram em conflito com valores culturais tradicionais, mas tamb\u00e9m tentaram afirmar e enriquecer esses valores (KOLB, 2010b, p.10).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">CONTEXTOS DESAFIADORES<\/h1>\n\n\n\n<p>Para Werner Elert, em sua obra magna&nbsp;<em>A Estrutura do Luteranismo<\/em>, o luteranismo n\u00e3o \u00e9 \u201cuma vari\u00e1vel outrora configurada e conclu\u00edda, mas sim uma vari\u00e1vel que se encontra vivendo sua hist\u00f3ria\u201d (SLENCZKA, 1999, p.148). Interdenominacionalmente, a \u201cdin\u00e2mica confessional\u201d est\u00e1 em \u201ccompeti\u00e7\u00e3o independente com \u2018motivos extracan\u00f4nicos\u2019\u201d que, \u201cno curso da ilumina\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 amea\u00e7ada pela \u201cperda da abordagem evang\u00e9lica\u201d (SLENCZKA, 1999, p.149). Ele continua dizendo que foi somente no s\u00e9culo XIX que ocorreu uma \u201crestaura\u00e7\u00e3o luterana\u201d, induzindo a \u201cabordagem evang\u00e9lica\u201d a \u201cgerar formas inteiramente novas de express\u00e3o\u201d, at\u00e9 a \u201csociologia e ideologia\u201d (SLENCZKA apud ELERT, 1999, p.150). Segundo Elert, ocorre inicialmente uma \u201cfus\u00e3o indissol\u00favel da forma hist\u00f3rica do luteranismo com a cultura alem\u00e3\u201d, mas tamb\u00e9m \u201ccom outras nacionalidades\u201d (ELERT, 1932, p.131), como ele tenta demonstrar com a Hungria, os povos eslavos e b\u00e1lticos, a Finl\u00e2ndia e as na\u00e7\u00f5es escandinavas (ELERT, 1932, p.169-250). Neste contexto, mesmo o \u201cdesenvolvimento do iluminismo alem\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao idealismo alem\u00e3o atrav\u00e9s da literatura nacional alem\u00e3\u201d deve ser visto como \u201cuma fase na hist\u00f3ria do luteranismo. \u00c9 a hist\u00f3ria da sua seculariza\u00e7\u00e3o\u201d. Este ponto de vista culmina com a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201ca hist\u00f3ria intelectual da Alemanha \u00e9, em geral, um efeito de longa dist\u00e2ncia do Luteranismo (SLENCZKA apud ELERT, 1999, p.227).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa proposi\u00e7\u00e3o pode muito bem ser questionada. Em 1934\/36, e em claro contraste com seu colega em Erlangen, Hermann Sasse advertiu contra tr\u00eas erros de constru\u00e7\u00e3o da Reforma luterana: \u201cO pr\u00f3prio luteranismo [&#8230;] n\u00e3o responde (\u00e0 pergunta: O que \u00e9 luterano?). Ele \u00e9 incapaz de dar uma resposta \u00e0queles que perguntam sobre a sua ess\u00eancia; \u00e9 um conceito mudo. \u00c9 um assunto diferente, por\u00e9m, se perguntarmos a respeito da igreja luterana. A igreja evang\u00e9lico-luterana n\u00e3o \u00e9 uma ideia, ela \u00e9 uma realidade. Ela n\u00e3o \u00e9 muda, ela fala\u201d (SASSE, 1934, p.12). Ele afirma ainda que o erro da interpreta\u00e7\u00e3o heroica culmina em venera\u00e7\u00e3o do her\u00f3i e na apoteose de Lutero (SASSE, 1934, p.3136). O erro de interpreta\u00e7\u00e3o nacional aparentemente v\u00ea Martinho Lutero como sendo o \u201cprotesto do homem n\u00f3rdico contra a piedade e o sistema eclesi\u00e1stico do catolicismo romano\u201d e visa uma igreja nacional alem\u00e3, que tinha surgido durante o \u201cTerceiro Reich\u201d. Para Sasse, esta \u00e9 uma das \u201cheterodoxias mais perigosas\u201d (SASSE, 1934, p.49).<\/p>\n\n\n\n<p>Setenta anos depois de Elerte Sasse, Charles Taylor programaticamente falou de uma \u201cera secular\u201d (TAYLOR, 2009, p.51),para as \u00e1reas no noroeste do mundo no nosso tempo. No decorrer dos processos que come\u00e7aram por volta de 1500, chamados de \u201cREFORMA\u201d por Taylor, houve um progressivo \u201cdesencanto\u201d do mundo. Finalmente, o conceito de \u201cisolamento da iman\u00eancia\u201d resulta disso. Na grande narrativa de Taylor, no entanto, \u00e9 preciso levar em conta que, de qualquer forma, pode-se esperar que os desenvolvimentos sejam desiguais. No entanto, Taylor duvida que seja poss\u00edvel um retorno \u00e0s cren\u00e7as antigas e \u00e0s formas de organiza\u00e7\u00e3o religiosa correspondentes, embora a quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o da identidade, n\u00e3o menos importante de uma identidade coletiva, ainda deva ser colocada.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, s\u00e3o necess\u00e1rias an\u00e1lises profundas da \u201cera secular\u201d. Estas se aplicam \u2013 apenas para listar alguns exemplos de um livro recentemente publicado sobre \u201cTeoria da igreja\u201d\u2013 ao que \u00e9 chamado de \u201csociedade de risco\u201d, \u201cindividualiza\u00e7\u00e3o\u201d, \u201csociedade em busca de emo\u00e7\u00e3o\u201d, \u201csociedade midi\u00e1tica\u201d, \u201creligi\u00e3o de dados\u201d, e teorias sobre \u201crela\u00e7\u00e3o mundial\u201d, \u201cgera\u00e7\u00f5es\u201d, e \u201cmetamorfose\u201d (GRETHLEIN, 2018, p.210). Todos esses fen\u00f4menos nos chamados pa\u00edses \u201cdesenvolvidos\u201d, mas, entretanto, muito al\u00e9m desses, podem ser caracterizados como ambivalentes: o aumento do bem-estar \u00e9 amea\u00e7ado por riscos t\u00e9cnicos, a individualiza\u00e7\u00e3o suporta o risco de isolamento social, as tecnologias de internet amea\u00e7am o ser humano de ser subjugado por algoritmos (GRETHLEIN, 2018, p.227). Esta abordagem certamente inclui ferramentas emp\u00edricas e sociol\u00f3gicas para descrever a \u201crealidade\u201dda(s) igreja(s) [na Alemanha].<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DESTAQUES CONTEXTUAIS (SEM QUALQUER EXPECTATIVA DE SER COMPLETO)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">\u00c1frica<\/h1>\n\n\n\n<p>Na primeira Confer\u00eancia dos Semin\u00e1rios Mundiais do Conselho Luterano Internacional [ILC], que se realizou em Canoas, RS, Brasil, em 2001, RadikoboNtsimane, falando da \u00c1frica do Sul, diferenciou entre a \u201ccultura dominante\u201d, a \u201ccultura resistente\u201d, e a \u201ccultura obediente\u201d. Esta \u201ccultura obediente\u201d tem como elementos:\u201ccompreens\u00e3o do texto\u201d, \u201ccompreens\u00e3o do contexto\u201d e, finalmente, \u201cobedi\u00eancia ao texto\u201d (NTSIMANE,2006, p.52-67). Ele chega \u00e0 conclus\u00e3o de que \u201cEsta interpreta\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus que tem Cristo no centro serve para desafiar e transformar todas as culturas de todos os tempos para se conformarem ao amor de Cristo, o caminho, a verdade e a vida, na sua rela\u00e7\u00e3o com as culturas \u2018superiores\u2019 e \u2018inferiores\u2019\u201d (NTSIMANE,2006, p.69). Em sua resposta, Nelson Umwene destacou o princ\u00edpio de que a Escritura deve \u201cser entendida em seu sentido nativo, segundo a gram\u00e1tica, o contexto e o uso lingu\u00edstico daquele tempo\u201d. Al\u00e9m disso, ele observa que n\u00f3s \u201cdevemos tamb\u00e9m interpretar as Escrituras inerrantespelas diferentes culturas de modo que as Escrituras sejam entendidas damelhorforma poss\u00edvel pelas diferentes culturas, no sentido nativodestas , de acordo com a gram\u00e1tica, o contexto e o uso lingu\u00edstico deseu tempo (Atos 2.11b)\u201d. \u00c9 o trabalho fiel na exegese que nos introduz ao estudo do contexto, e consequentemente da cultura da sociedade que forma o contexto. Estes exerc\u00edcios (an\u00e1lise\/exegese da linguagem e do contexto cultural tanto das Escrituras como dos receptores) s\u00e3o muito importantes para o int\u00e9rprete e para a interpreta\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus\u201d (UMWENE, 2006, p.90).<\/p>\n\n\n\n<p>David Tswaedi, que foi bispo da nossa igreja-irm\u00e3, a igreja luterana na \u00c1frica do Sul, fez uma vez a seguinte declara\u00e7\u00e3o: \u201cCreio firmemente que o reconhecimento da diversidade dos ambientes humanos exige a comunica\u00e7\u00e3o do evangelho, o ensino, a prega\u00e7\u00e3o e a adora\u00e7\u00e3o, de uma forma que n\u00e3o seria uma fotoc\u00f3pia da forma de fazer as coisas por parte da igreja emissora. A falta ou nega\u00e7\u00e3o de que os africanos possam cantar e adorar a Deus como africanos sugeriria o medo de n\u00e3o poder expressar a mensagem em uma cultura africana sem mudar a mensagem.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>&nbsp;Isso ir\u00e1 evidenciar ainda mais a incapacidade da igreja africana de distinguir entre a cultura do hemisf\u00e9rio norte e a medula do evangelho. Essa incapacidade de continuar a disputar a encarna\u00e7\u00e3o cultural do evangelho refor\u00e7ar\u00e1 a desculpa perene de definir a igreja e tudo o que ela representa como institui\u00e7\u00e3o estrangeira ou, no pior dos casos, como um reposit\u00f3rio colonial. H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o geral em alguns quadrantes de que se os luteranos africanos adorassem e cantassem como africanos eles estariam em perigo de tend\u00eancias sincretistas, movidos por sentimentos, ou por tend\u00eancias pentecostais\u201d.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Brasil<\/h1>\n\n\n\n<p>A l\u00edngua e a cultura alem\u00e3 foram o v\u00ednculo al\u00e9m das diferen\u00e7as teol\u00f3gicas e denominacionais no campo dos imigrantes alem\u00e3es no Brasil. Os tons patri\u00f3ticos n\u00e3o podem ser desconsiderados. O luteranismo e a germanicidade tornaram-se (quase) id\u00eanticos. No s\u00e9culo XX, \u00e9 poss\u00edvel encontrar alinhamentos com a ideologia nazista, assim como simpatia pela \u201cigreja confessora\u201d em sua luta contra os \u201ccrist\u00e3os alem\u00e3es\u201d. Ap\u00f3s o Brasil ter entrado na Segunda Guerra Mundial, uma atitude nacionalista levou \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o de pastores alem\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva sul-americana, os pobres e explorados s\u00e3o capazes de se identificar com o humilde Jesus de Nazar\u00e9, que no final triunfa sobre os poderes malignos. A liberta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o que leva a servir o pr\u00f3ximo. A igreja, em primeiro lugar, existe como congrega\u00e7\u00e3o (local). Ela lembra \u00e0s autoridades governamentais o dever de combater a injusti\u00e7a e a explora\u00e7\u00e3o. Assim, a doutrina dos dois reinos torna-se relevante no contexto latino-americano.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Alemanha<\/h1>\n\n\n\n<p>De acordo com as \u00faltimas estat\u00edsticas na Alemanha, as duas principais igrejas na Alemanha perderam 216.000 membros (cat\u00f3licos romanos) e 220.000 membros (protestantes), um aumento destes n\u00fameros em aproximadamente 30% (cat\u00f3licos romanos) e aproximadamente 12% (protestantes) em compara\u00e7\u00e3o com 2017. Muitas raz\u00f5es podem ser apontadas para estas mudan\u00e7as, n\u00e3o menos importantes os esc\u00e2ndalos de abuso de crian\u00e7as nas igrejas \u2013 o que, a prop\u00f3sito, \u00e9 obviamente um problema social maior; mas \u00e9 vergonhoso que as igrejas, mesmo neste aspecto, n\u00e3o sejam muito diferentes da nossa sociedade p\u00f3s-crist\u00e3, ou secular. A(s) igreja(s) como institui\u00e7\u00e3o(\u00f5es), por\u00e9m, na Europa Central est\u00e1(\u00e3o) enfrentando enormes desafios. Um deles s\u00e3o os chamados \u201cmeios de comunica\u00e7\u00e3o social\u201d; nestes, a grande quest\u00e3o \u00e9 ser \u201crelevante\u201d: Portanto, a \u201caten\u00e7\u00e3o\u201d tem que ser gerada, porque de outra forma, a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser levada a cabo com sucesso (GRETHLEIN, 2018, p.14). A comunica\u00e7\u00e3o do evangelho, por\u00e9m, \u00e9 o centro da religi\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Hungria<\/h1>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 especial nas confiss\u00f5es da Hungria real<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 a interdepend\u00eancia das circunst\u00e2ncias pol\u00edticas e das confiss\u00f5es em si, mas o contexto civil e multinacional das confiss\u00f5es. Tr\u00eas confiss\u00f5es das cidades reais livres e das cidades mineiras reais testemunham o papel inicialmente not\u00e1vel da burguesia na afirma\u00e7\u00e3o das aspira\u00e7\u00f5es da Reforma na Hungria real. Os estudantes h\u00fangaros que estudaram em Wittenberg vieram de uma forma\u00e7\u00e3o burguesa. Compreensivelmente, a extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia da nacionalidade alem\u00e3 \u00e9 esperada na aceita\u00e7\u00e3o das Confiss\u00f5es. Mas neste contexto da Europa Central, a Confiss\u00e3o de Augsburgo \u00e9 uma confiss\u00e3o em que tr\u00eas nacionalidades participaram simultaneamente: alem\u00e3, h\u00fangara e eslovaca. A recep\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>Confessio Augustana<\/em>&nbsp;mostrou tamb\u00e9m que a multinacionalidade e o multiculturalismo n\u00e3o constituem um obst\u00e1culo \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o de uma confiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Jap\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p>Uma maneira de explicar que o legado evang\u00e9lico de Lutero n\u00e3o \u00e9 mais predominante neste pa\u00eds, \u00e9 o fato do contexto particular japon\u00eas. Porque as for\u00e7as religiosas e culturais dominantes s\u00e3o muito fortes e porque as igrejas crist\u00e3s s\u00e3o uma minoria, os crist\u00e3os sentem uma liga\u00e7\u00e3o mais estreita uns com os outros, n\u00e3o s\u00f3 dentro de v\u00e1rios corpos da igreja luterana, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s de todas as denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s. As diferen\u00e7as confessionais entre os crist\u00e3os s\u00e3o vistas como bastante triviais em compara\u00e7\u00e3o com os inimigos comuns mais gigantescos. Muitos crist\u00e3os japoneses sentem que um cristianismo dividido s\u00f3 consegue enviar uma mensagem negativa para os n\u00e3o crist\u00e3os (ISHIDA, 1969, p.40). Obviamente, isso \u00e9 algo que geralmente acontece em todos os campos mission\u00e1rios estrangeiros (BERGT, 1964, p.71). Mas as caracter\u00edsticas \u00fanicas do Jap\u00e3o e, de forma semelhante, da \u00c1sia, s\u00e3o a esmagadora diversidade de religi\u00f5es e vis\u00f5es do mundo, a profundidade hist\u00f3rica das tradi\u00e7\u00f5es culturais locais e o car\u00e1ter emocional da espiritualidade que descarta o pensamento racionalista. Afinal, o que as sociedades ocidentais passaram a conhecer como p\u00f3s-modernismo, com seus acentos de ambiguidade, cura, gosto, progresso e escolha, tem existido no solo japon\u00eas por s\u00e9culos. As igrejas luteranas no Jap\u00e3o lutam. Elas s\u00e3o uma minoria da minoria na sociedade. Elas est\u00e3o cercadas por for\u00e7as religiosas e culturais anticrist\u00e3s incrivelmente fortes vindas de fora, e por um ambiente doutrin\u00e1rio n\u00e3o luterano vindo de dentro. Apesar destes desafios, Jesus ainda \u00e9 o Senhor da igreja, tamb\u00e9m no Jap\u00e3o.<a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Estados Unidos<\/h1>\n\n\n\n<p>Para a Am\u00e9rica do Norte, Robert Kolb identificou como desafios para o testemunho crist\u00e3o os seguintes: pluralismo, seculariza\u00e7\u00e3o, especialmente o abandono \u00e0 religi\u00e3o, e o individualismo, com claras tend\u00eancias ao narcisismo (KOLB, 1995, p.11, 32 e 182). Al\u00e9m disso, ele tamb\u00e9m lista o fen\u00f4meno do afastamento e os sentimentos de falta de sentido e impot\u00eancia, e, por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, tudo isso diante da realidade da morte (KOLB, 1995, p.86-96). O pensamento de Lutero, por\u00e9m, afirma Kolb, aborda as preocupa\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es norte-americanas de hoje com sua antropologia centrada na confian\u00e7a pessoal e seu ensino dos aspectos passivo e ativo da identidade ou retid\u00e3o humana; com sua compreens\u00e3o da natureza \u201cperformativa\u201d, ou realmente criativa\/re-criativa da Palavra de Deus nas formas oral, escrita e sacramental; com seu conceito de vida di\u00e1ria no contexto das voca\u00e7\u00f5es; e com sua \u00eanfase na experi\u00eancia do relacionamento pessoal com Deus em Cristo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">ABORDAGENS TENTATIVAS DE RESPOSTAS<\/h1>\n\n\n\n<p>A confiss\u00e3o de um crist\u00e3o \u00e9, primeiro, dar uma resposta e, segundo, dar um testemunho; durante todo o tempo, por\u00e9m, ela dependedo poder vivificador da pr\u00f3pria Palavra de Deus, que deseja alcan\u00e7ar todas as pessoas (KOLB, 2012, p.132). Tal confiss\u00e3o ser\u00e1 tamb\u00e9m convidativa, pois constr\u00f3i a ponte entre a Palavra de Deus nas Sagradas Escrituras e as diferentes situa\u00e7\u00f5es e culturas, nas quais Deus espera o nosso testemunho. Deste modo, as testemunhas n\u00e3o esquecer\u00e3o que a promessa do Senhor da igreja se aplica a elas como ao \u201cpequeno rebanho\u201d (Lc 12.32). Por\u00e9m, isso n\u00e3o impedir\u00e1ningu\u00e9m de proclamar as grandes obras de Deus aos povos da terra (KOLB, 1993, p.272, 274, 298).<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia para o nosso tempo \u2013 que \u00e9 o dever da igreja atrav\u00e9s do an\u00fancio da lei e do evangelho para este tempo e para o mundo \u2013 j\u00e1 foi realizada e estabelecida de forma exemplar nos documentos confessionais da Reforma luterana, como consta do&nbsp;<em>Livro de Conc\u00f3rdia<\/em>. Mas, precisamente dessa maneira, essas declara\u00e7\u00f5es confessionais se constituem em uma orienta\u00e7\u00e3o para o ato de confessar, sendo declara\u00e7\u00f5es que articulam e tornam poss\u00edvel uma compreens\u00e3o da exist\u00eancia crist\u00e3 e da vida da igreja que \u00e9 ao mesmo tempo b\u00edblica e contempor\u00e2nea \u2013 pura e simplesmente proclamando a vontade de Deus e comunicando o evangelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas proposi\u00e7\u00f5es feitas por ArminWenz podem nos ajudar a focalizar esta tarefa no caminho do car\u00e1ter distintivo e da demarca\u00e7\u00e3o: \u201cEstar vinculado \u00e0s Confiss\u00f5es ajuda a igreja a permanecer diferente e distingu\u00edvel do mundo\u201d. \u201cA obriga\u00e7\u00e3o confessional ajuda a igreja a evitar falsos conceitos de unidade eclesial\u201d (WENZ, 2013, p.83 e 84). \u201cA obriga\u00e7\u00e3o confessional protege a integridade da igreja e os direitos do pecador justificado contra qualquer suposta melhoria que seria necess\u00e1ria econtra qualquer deprava\u00e7\u00e3o da f\u00e9 b\u00edblica em Cristo\u201d (WENZ, 2013, p.83-85).<\/p>\n\n\n\n<p>O que se exige de n\u00f3s, ent\u00e3o, \u00e9 uma resposta teol\u00f3gica aos desafios que n\u00f3s como igrejas confessionais luteranas, pastores e estudiosos, estamos enfrentando em nosso tempo e dia, e \u00e0s nossas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e condi\u00e7\u00f5es de vida em nossos v\u00e1rios pa\u00edses, continentes e climas. De modo algum queremos negligenciar os chamados \u201cfatores n\u00e3o teol\u00f3gicos\u201d, de fato. No s\u00e9culo XXI, no qual o mundo sob a bandeira das novas tecnologias, das novas for\u00e7as econ\u00f4micas, dos novos arranjos pol\u00edticos e das novas realidades sociais, juntamente com o perigo representado pela cont\u00ednua pecaminosidade da humanidade, cria riscos que p\u00f5em em perigo a vida e nos roubam a nossa humanidade. Juntamente com outros colegas e irm\u00e3os, estou profundamente convencido de que a mensagem luterana da nova identidade do ser humano, dada por Deus, e a partir dela a forma dada de verdadeira vida humana n\u00e3o apenas conserva a sua validade como tamb\u00e9m assume um novo significado (KL\u00c4N, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o cristianismo tem e continua a ter a obriga\u00e7\u00e3o de ser cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pr\u00f3pria contemporaneidade. Afinal, a igreja e os seus membros n\u00e3o podem escapar \u00e0 contemporaneidade, nem se pode negar que os seus membros sejam influenciados e imperceptivelmente governados por \u201cmodas\u201d e tend\u00eancias de um mundo e de uma sociedade que n\u00e3o est\u00e1 apenas \u201c\u00e0 sua volta\u201d, mas no qual eles pr\u00f3prios vivem e que, consequentemente, tamb\u00e9m tem um efeito sobre o seu ser. E mesmo na rejei\u00e7\u00e3o dos desenvolvimentos contempor\u00e2neos em que a igreja ou os seus membros individuais, com base na sua responsabilidade crist\u00e3, s\u00e3o de opini\u00e3o que isso deve ser recebido com desaprova\u00e7\u00e3o, tal posicionamento revela-se de natureza contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crist\u00e3os e a igreja, reivindicada pelo seu Senhor, n\u00e3o t\u00eam nada a encobrir e nada a esconder no que diz respeito \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil dos homens e da nossa sociedade contempor\u00e2nea. Eles desempenhar\u00e3o corajosamente a sua tarefa, independentemente do poder, da riqueza ou da influ\u00eancia dos homens. Eles n\u00e3o se acovardar\u00e3o diante dos poderosos, e n\u00e3o se acovardar\u00e3o diante dos respons\u00e1veis pelo Estado, pela sociedade ou pela economia \u2013 digo isso porque a hist\u00f3ria da igreja \u00e9 tamb\u00e9m uma hist\u00f3ria de fracasso \u00e0 luz desta responsabilidade. A hist\u00f3ria das alian\u00e7as entre trono e altar, cristianismo e poder, igreja e ditador, demonstra esses fracassos de forma muito clara. Se a igreja deseja fazer justi\u00e7a \u00e0 sua miss\u00e3o, n\u00e3o ceder\u00e1 \u00e0s tend\u00eancias da maioria e \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica e popular dominante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, continua a ser tarefa da igreja proclamar essa mesma \u201cjusta e imut\u00e1vel vontade de Deus\u201d (Formula of Concord &#8211; Solid Declaration, 17), para seu mundo e sua popula\u00e7\u00e3o, de uma maneira que seja relevante para os dias de hoje. A igreja \u00e9 assim obrigada a ser cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao seu contexto contempor\u00e2neo. A vida contempor\u00e2nea afeta tamb\u00e9m a igreja e os seus membros. N\u00e3o se pode negar que a igreja \u00e9 influenciada e afetada pelas \u201cmodas\u201d e tend\u00eancias da sociedade mundial. Estes movimentos n\u00e3o s\u00f3 encontram express\u00e3o \u201cfora e ao redor\u201d da igreja, mas tamb\u00e9m se infiltram na igreja. No entanto, a igreja demonstra que \u00e9 contempor\u00e2nea quando resiste a desenvolvimentos atuais que ela n\u00e3o pode aprovar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso a igreja deve lidar criticamente com as quest\u00f5es contempor\u00e2neas. Quando o faz, isso demonstra que ela est\u00e1 consciente de que est\u00e1 inevitavelmente ligada ao seu contexto. Para que a nossa mensagem seja cr\u00edvel, a igreja dir\u00e1 ao mundo fora das nossas portas o que temos a dizer, mas primeiramente a n\u00f3s mesmos. A igreja, juntamente com cada um dos seus membros, deve tamb\u00e9m admitir e confessar, pessoal e corporativamente, os erros e falhas que se op\u00f5em aos padr\u00f5es divinos. Isso n\u00e3o invalidar\u00e1 a credibilidade da mensagem da igreja, mas a fortalecer\u00e1, desde que falemos com humildade \u2013 que deriva de um reconhecimento de seus pr\u00f3prios fracassos, mais do que com uma atitude de arrog\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a igreja fizer isso, ela ser\u00e1 ent\u00e3o capaz de falar sobre essas quest\u00f5es em nossas na\u00e7\u00f5es e tempos em que os padr\u00f5es divinos da vontade de Deus tenham sido abandonados, desprezados ou rejeitados de forma irrespons\u00e1vel. Teremos ent\u00e3o que proclamar que Deus em sua santidade n\u00e3o permitir\u00e1 que tais ofensas e revoltas sejam toleradas ou passadas adiante. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, falaremos ainda mais claramente que o pr\u00f3prio Deus, em seu Filho, Jesus Cristo, j\u00e1 venceu esse mal, para que nossos ouvintes contempor\u00e2neos n\u00e3o sejam lan\u00e7ados \u00e0 arrog\u00e2ncia ou ao desespero (Formula of Concord &#8211; Solid Declaration, 17). Proclamaremos \u2013 em conformidade com nossa tarefa e miss\u00e3o \u2013 que Deus, que \u00e9 vis\u00edvel em Jesus Cristo, tomou sobre si a repara\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o rompida entre ele e a humanidade, a fim de libertar a totalidade da humanidade e cada ser humano individual dos la\u00e7os injuriosos em que estamos atolados, do dom\u00ednio dos poderes ruinosos, ao redor e dentro de n\u00f3s, e do destino autoinfligido de destrui\u00e7\u00e3o amea\u00e7adora.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">PERSPECTIVAS CONFESSIONAIS E ECUM\u00caNICAS<\/h1>\n\n\n\n<p>As implica\u00e7\u00f5es que as mudan\u00e7as globais t\u00eam para nossa identidade como luteranos e nosso testemunho confessional devem ser repensadas dentro de nossas pr\u00f3prias fileiras. A este respeito, temos que lembrar que \u201ca igreja reconhece o fato de que sua proclama\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece no vazio. A miss\u00e3o acontece em um determinado contexto. Nesse contexto, a miss\u00e3o se engaja em alguma forma de di\u00e1logo, seja qual for a situa\u00e7\u00e3o\u201d. A igreja deve aprender a escutar para responder aos gritos e \u00e0s crises do nosso tempo. Isso representa uma tarefa assustadora e desafiadora\u201d (SCHULZ, 2009, p.301).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bastante prov\u00e1vel que, pelo menos na Europa, o cristianismo, ou melhor, a igreja tome uma forma semelhante \u00e0 que teve nos tr\u00eas primeiros s\u00e9culos, sendo uma minoria, desprezada, ridicularizada, marginalizada, suspeita, negligenciada, deslocada, perseguida e at\u00e9 morta. N\u00e3o vejo o Senhor prometer \u00e0 sua igreja ser um fator ou institui\u00e7\u00e3o cultural, pol\u00edtica, moralmente influente e at\u00e9 predominante neste mundo. Esse sonho sedutor pertence mais intimamente \u00e0 ideologia imperial e ao entusiasmo eclesi\u00e1stico da era constantiniana, que, concordo, \u00e9 dif\u00edcil de deixar para tr\u00e1s. Mas acredito no que o Senhor promete,\u201cque as portas do inferno n\u00e3o a vencer\u00e3o\u201d (Mt 16.18).<\/p>\n\n\n\n<p>Vivendo num ambiente p\u00f3s-crist\u00e3o, ser\u00e1 muito necess\u00e1rio que a miss\u00e3o das igrejas luteranas na Europa se apegue fielmente \u00e0s suas ra\u00edzes b\u00edblicas e confessionais, se dedique \u00e0 tarefa de traduzir e transferir a heran\u00e7a b\u00edblico-luterana para uma linguagem compreendida pelos povos contempor\u00e2neos, sustentada por formas aut\u00eanticas de viver e trabalhar juntos. Pelo menos esta \u00e9 a experi\u00eancia hist\u00f3rica da Igreja Evang\u00e9lica Luterana Independente (SELK): Deus pode usar pequenos c\u00edrculos de crentes verdadeiros e empregar grupos menores de crist\u00e3os que testemunhem fielmente o evangelho, como bases aben\u00e7oadas para a sua miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as igrejas luteranas confessionais da ILC est\u00e3o comprometidas em determinar nossas decis\u00f5es somente com base na Palavra de Deus, e n\u00e3o em considera\u00e7\u00f5es sociais, culturais ou pr\u00e1ticas. Este objetivo, no entanto, \u00e9 muito mais f\u00e1cil de ser dito do que feito. O pr\u00e9-requisito para esta tarefa \u00e9, naturalmente, que recordemos continuamente as palavras do Antigo e do Novo Testamentos, que s\u00e3o o nosso fundamento, estabelecem os nossos padr\u00f5es e s\u00e3o o nosso objetivo inabal\u00e1vel mesmo nestes tempos ecum\u00eanicos. Nossa confiss\u00e3o tamb\u00e9m deve ser repetidamente trazida de novo \u00e0 mente: ela \u00e9 obrigada a proclamar a Palavra de Deus e \u00e9, portanto, um desafio constante e obrigat\u00f3rio para a igreja em sua liturgia, ensino, governo e autoexpress\u00e3o. Desta forma nos tornamos parte do movimento g\u00eameo da igreja em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 unidade: ser reunidos e ser enviados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos estes casos existem e existir\u00e3o diversas diferen\u00e7as na prega\u00e7\u00e3o, ensino, educa\u00e7\u00e3o de adultos, trabalho mission\u00e1rio, envolvimento social, a posi\u00e7\u00e3o no meio social como vista pela(s) igreja(s) (e pelos de fora), diferen\u00e7as tamb\u00e9m na compreens\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o das responsabilidades resultantes de determinado contexto e das possibilidades realistas. Al\u00e9m disso, as mudan\u00e7as no tipo de cristianismo que est\u00e1 surgindo, especialmente no que \u00e9 chamado de \u201csul global\u201d, n\u00e3o podem ser negligenciadas. Pode parecer que o processo de seculariza\u00e7\u00e3o, como ocorreu no mundo \u201cocidental\u201d pelo menos, seja irrevers\u00edvel \u2013 o que, por outro lado, ainda n\u00e3o est\u00e1 definido.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:15px\">Em todo caso, deve ser considerado seriamente que as ra\u00edzes e requisitos da igreja luterana s\u00e3o basicamente ecum\u00eanicos. O pref\u00e1cio e a Confiss\u00e3o de Augsburgo nos artigos I e VII, a explica\u00e7\u00e3o de Lutero sobre o terceiro artigo do Credo, a primeira parte dos Artigos de Esmalcalde e a Suma, Regra e Norma da F\u00f3rmula de Conc\u00f3rdia, s\u00f3 para citar alguns dos textos b\u00e1sicos relevantes, s\u00e3o uma testemunha fundamental disso. Os pais da igreja no in\u00edcio das igrejas confessionais luteranas na Alemanha, na primeira metade do s\u00e9culo XIX, estavam cientes desta responsabilidade verdadeiramente ecum\u00eanica. Neste sentido, era bastante l\u00f3gico para Wilhelm L\u00f6he descrever a igreja luterana como o \u201ccentro reconciliador das confiss\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto \u2013 apenas reiterando uma afirma\u00e7\u00e3o que venho fazendo h\u00e1 vinte anos \u2013 dever\u00edamos deliberar sob que condi\u00e7\u00f5es, em que forma, com que recursos e com que consequ\u00eancias poder\u00edamos tamb\u00e9m lutar por uma comunh\u00e3o global entre os luteranos confessionais atrav\u00e9s do Conselho Luterano Internacional (ILC). Seria certamente uma tolice subestimar os problemas geogr\u00e1ficos, hist\u00f3ricos, organizacionais e financeiros que acompanham tal projeto em n\u00edvel mundial. Mas todas essas coisas n\u00e3o devem ser obst\u00e1culos reais no caminho para uma igreja luterana confessional global se quisermos levar a s\u00e9rio nossa heran\u00e7a e nossas responsabilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A ILC poderia ent\u00e3o ser e tornar-se cada vez mais um contrapeso apropriado a um luteranismo cada vez mais n\u00e3o confessional, e poderia fornecer uma corre\u00e7\u00e3o bem fundamentada e perfilada aos desenvolvimentos e objetivos teol\u00f3gicos e pol\u00edtico-eclesi\u00e1sticos que diminuem, abandonam, ou tendem a aniquilar a heran\u00e7a teol\u00f3gica e a postura confessional da igreja luterana, como \u00e9 circunscrita e definida nas Confiss\u00f5es Luteranas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/h1>\n\n\n\n<p>ARAND, Charles P.; KOLB, Robert; NESTINGEN, James A.&nbsp;<em>Lutheran Confessions<\/em>: History and Theology of The Book of Concord. Minneapolis, Fortress, 2012. BERGT, E. J. \u201cInter-Lutheran Seminaries\u201d. In: KOPPELMANN, Herman H. (Ed.). All-Asia Conference on Theological Training. St. Louis: The Lutheran Church \u2013 Missouri Synod, 1964.<\/p>\n\n\n\n<p>ELERT, Werner.&nbsp;<em>Morphologie des Luthertums<\/em>. H. Beck\u2019scheVerlagsbuchhandlung, 1932.<\/p>\n\n\n\n<p>GRETHLEIN, Christian.&nbsp;<em>Kirchentheorie. Kommunikation des Evangeliums im Kontext<\/em>. Berlin\/Boston, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>ISHIDA, Yoshiro. \u201cAsia\u201d. In: HOFFMANN, Paul. E. and MEYER, Harding (Eds.).<em>Church in Fellowship<\/em>.Vol. II: Pulpit and Altar Fellowship among Lutheran Minority and Younger Churches. Minneapolis: Augsburg, 1969. KL\u00c4N, Werner. In praise of Prof. Dr. Robert Kolb. On the occasion of the awarding of the Hermann-Sasse-Prize, p.49-56.&nbsp;<em>Concordia Journal<\/em>&nbsp;41, 2015. KOLB, Robert.&nbsp;<em>Confessing the Faith:&nbsp;<\/em>Reformers Define the Church, 15301580, St. Louis: Concordia Publishing House, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert; ARAND, Charles P.; WENGERT, Timothy J.&nbsp;<em>The Lutheran Confessions:&nbsp;<\/em>History and Theology of The Book of Concord. Minneapolis: Fortress, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert; ARAND Charles P.&nbsp;<em>The Genius of Luther\u2019s Theology<\/em>. Grand Rapids: Baker, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert.&nbsp;<em>The Christian Faith<\/em>. Saint Louis: Concordia Publishing House, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert.&nbsp;<em>Deus revelatus \u2013 Homo revelatus<\/em>: Lutherstheologia cruces f\u00fcr das 21. Jahrhundert. In: KOLB, Robert and NEDDENS, Christian.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Gottes Wort vom Kreuz. Lutherische Theologie als kritische Theologie, mit einer Einf\u00fchrung von Volker Stolle und einem Ausblick von Werner Kl\u00e4n<\/em>&nbsp;(Oberurseler Hefte 40). Oberursel, Taunus: Lutherische Theologische Hochschule, 2010a.<\/p>\n\n\n\n<p>Kolb, Robert.&nbsp;<em>Speaking the Gospel Today.&nbsp;<\/em>Saint Louis: Concordia Publishing House, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert.&nbsp;<em>Martin Luther:&nbsp;<\/em>Confessor of the Faith. Oxford: OUP, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert.<em>&nbsp;Lutheran Ecclesiastical Culture:&nbsp;<\/em>1550-1675: Brill, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert (Ed.).<em>The American Mind Meets the mind of Christ<\/em>. St. Louis:<\/p>\n\n\n\n<p>Concordia Seminary Press, 2010b.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLB, Robert.&nbsp;<em>Luther and the Stories of God<\/em>. Saint Louis: Concordia Publishing House, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>NTSIMANE, Radikobe. Interpreting God\u2019s Word in Different Cultures. In: NERBAS, Paulo Mois\u00e9s (Ed.).&nbsp;<em>Preparing Lutheran Pastors for Today<\/em>. Canoas: Editora da ULBRA, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSIN, Robert. Seeking the Center, p.183-230. In: BARNBROCK, Christoph; SILVA, Gilberto (Eds.).&nbsp;<em>Die einigende Mitte. Heologie in konfessioneller und \u00f6kumenischer Verantwortung, Festschrift f\u00fcr Werner Kl\u00e4n<\/em>. G\u00f6ttingen: Edition Ruprecht, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>SASSE, Hermann.&nbsp;<em>Was hei\u00dft lutherisch?<\/em>. M\u00fcnchen, 1934.<\/p>\n\n\n\n<p>SCHULZ, Klaus Detlev.&nbsp;<em>Mission from the Cross.&nbsp;<\/em>The Lutheran Theology of Mission, St. Louis: Concordia Publishing House, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>SLENCZKA, Notger. Die Bedeutung des Bekenntnisses f\u00fcr das Verst\u00e4ndnis der Kirche und die Konstitution der Kirche in lutherischer Sicht, p.9-34. In: GR\u00dcNWALDT, Klaus; HAHN, Udo (Eds.).&nbsp;<em>Profil \u2013 Bekenntnis \u2013 Identit\u00e4t. Was lutherische Kirchen pr\u00e4gt<\/em>. Hannover, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>SLENCZKA Notger. Selbstkonstitution und Gotteserfahrung. W. Elerts Deutung der neuzeitlichen Subjektivit\u00e4t im Kontext der Erlanger Theologie.&nbsp;<em>Studien zur Erlanger Theologie II<\/em>. G\u00f6ttingen, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>TAYLOR, Charles.&nbsp;<em>A Secular Age<\/em>. German: Ein s\u00e4kulares Zeitalter, Frankfurt\/ M. 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>THE BOOK OF CONCORD. The Confessions of the Evangelical Lutheran Church. KOLB, Robert; WENGERT, Timothy J. (Eds.). Trad. Charles P.<\/p>\n\n\n\n<p>Arand. Augsburg Fortress Publishing, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>UMWENE, Nelson. Interpreting God\u2019s Word in Different Cultures, Response. In:&nbsp;<em>Preparing Lutheran Pastors for Today<\/em>. NERBAS, Paulo Mois\u00e9s (Ed.). Canoas: Editora da ULBRA, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>WENZ, Armin.&nbsp;<em>Quia \u2013 Quatenus. Scripture and Confession<\/em>. In: SIMOJOKI, Tapani (Ed.). \u201cBuilt on the Foundation of the Apostles and Prophets\u201d. Sola Scriptura in Context. Westfield House International Symposium, 15-18 August 2012, Cambridge, UK, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>+ + +<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;Apresenta\u00e7\u00e3o na 7\u00aa Confer\u00eancia Mundial de Semin\u00e1rios do Conselho Luterano Internacional, na cidade de Baguio, Filipinas. Texto traduzido pelo professor Gerson Lu\u00eds Linden.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Professor no Semin\u00e1rio Luterano em Oberursel, Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;Cf. seus argumentos sobre a tradu\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>communio sanctorum<\/em>&nbsp;no Catecismo Maior, CM, O Credo, O Terceiro Artigo, 47-50, Kolb\/Wengert, 436s.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;CM, O Credo, O Terceiro Artigo, 52s.; 62, Kolb\/Wengert, 438s. 5 BSELK (= Livro de Conc\u00f3rdia, edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica), 42.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;CA VII, 1, Kolb\/Wengert, 42.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;Foi Nikolaus Selnecker, quem, na primeira edi\u00e7\u00e3o do Livro de Conc\u00f3rdia, denominou os antigos Credos crist\u00e3os ali inclu\u00eddos como: \u201cTria Symbola Oecumenica \u2013 Os tr\u00eas Credos Ecum\u00eanicos\u201d, cf.<\/p>\n\n\n\n<p>Kolb\/Wengert, 19.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;Cf. Werner Kl\u00e4n: Einf\u00fchrung zum Symposium \u201cLutherische Identit\u00e4t in kirchlicher Verbindlichkeit\u201d, in: Werner Kl\u00e4n (Ed.):<em>Lutherische Identit\u00e4t in kirchlicher Verbindlichkeit. Erw\u00e4gungen zum Weg lutherischer Kirchen in Europa nach der Milleniumswende<\/em>, (= Oberurseler Hefter, Erg\u00e4nzungsband 4), Edition Ruprecht, G\u00f6ttingen 2007, 15-28; ver: Thesen zur Kirchengemeinschaft. Entschlie\u00dfung der Teilnehmer der European Regional ILC Conference (Antwerpen, Belgien 11-14. June,<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;Cf. Kolb,&nbsp;<em>Martin Luther as Prophet, Teacher, Hero:&nbsp;<\/em>Images of the Reformer, 1520-1620 (Grand Rapids: Baker, 1999), 225.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;Esta cita\u00e7\u00e3o, aqui traduzida, \u00e9 de: Robert Kolb,&nbsp;<em>Deus revelatus \u2013 Homo revelatus&nbsp;<\/em>(2010, p.14-15).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref10\">[10]<\/a>&nbsp;Charles Taylor:&nbsp;<em>Die FormendesReligi\u00f6sen in der Gegenwart<\/em>, Frankfurt\/M. 2002, 63; mas ao mesmo tempo Taylor observa a respeito das sociedades do Atl\u00e2ntico norte que as pessoas dali est\u00e3o da mesma forma alienadas da(s) igreja(s), mas est\u00e3o dominadas por uma \u201ccultura fragmentada\u201d ou um \u201cmundo fragmentado\u201d, p.95.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref11\">[11]<\/a>&nbsp;A narrativa dos dois poderosos cavaleiros, um do norte e outro do sul, Naam\u00e3 e o eunuco et\u00edope, podem ser usados como outro aspecto a respeito disto. Um deles, ap\u00f3s ouvir a mensagem do profeta, comparou o rio no qual ele foi instru\u00eddo a se lavar com os rios mais largos de sua terra. O outro, tendo recebido a orienta\u00e7\u00e3o de um evangelista, antecipou-se ao mestre ao ver a \u00e1gua. Ele n\u00e3o quis ser batizado em Jerusal\u00e9m, mas nas \u00e1guas estagnadas \u00e0 beira da estrada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;Os instrumentos musicais africanos, como os tambores de pele de vaca, foram desencorajados por estarem ligados ao culto dos antepassados. Hoje em dia, o canto e o balan\u00e7ar \u00e9 caracterizado como n\u00e3o luterano, porque o culto \u00e9 mais fazer algo para Deus e n\u00e3o o inverso. A dan\u00e7a e o bater de palmas \u00e9 decretado como \u201c<em>schwaemerisch<\/em>\u201d, etc.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;L\u2018ubomir Batka, Die Bedeutung der reformatorischen Bekenntnisse f\u00fcr die Unikonfessionalit\u00e4t und Multikulturalit\u00e4t; palestra apresentada em 2016 no Simp\u00f3sio do Lutherische Theologische Hochschule, em Oberursel, Alemanha: Martin Luther \u2013 Uni-confessional \u2013 Multi-Cultural (a ser publicado em 2020).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/seminarioconcordia.com.br\/seminario_novo\/index.php\/notices\/197-batalha-espiritual-numa-perspectiva-luterana#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp;Naomichi Masaki: The Impact of Martin Luther on Christianity in Japan, ensaio a ser publicado nos Anais do Simp\u00f3sio do Lutherische Theologische Hochschule, em Oberursel, Alemanha: Martin Luther \u2013 Uni-confessional \u2013 Multi-Cultural (a ser publicado em 2020).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo apresentando na\u00a07\u00ba Confer\u00eancia Mundial de Semin\u00e1rios do Conselho Luterano Internacional (ILC), que ocorreu na cidade de Baguio, Filipinas, nos dias\u00a015 a 18 de outubro de 2019,\u00a0Dr.\u00a0Kl\u00e4n&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":506,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[10,8,9],"class_list":["post-504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-artigo","tag-confissao","tag-contexto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=504"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":685,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504\/revisions\/685"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/seminarioconcordia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}